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Door (Porta)

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1 Door (Porta) em Sab Nov 17, 2012 2:56 am

Nome da fanfic: Door (Porta)
Nick/nome do autor(a): tohru-kun
E-mail do autor(a): victor_hugo_nf@yahoo.com.br
Gênero: horror, darkfic, seinen, sobrenatural, suspense.
Sinopse: Está com frio? Quer se aquecer? Quer vir comigo? Não se preocupe. Tudo está bem, tudo está realmente bem...
Número de capítulos: one-shot.
Terminada: sim.

O céu se ocultava novamente entre as nuvens naquele dia. O inverno parecia que não acabaria tão cedo, mas mesmo assim, estou feliz. Não estou mais naquela casa imunda cheia de hipócritas. Um pai que trai abertamente sua esposa, que trai a amante com outro homem e que trai este homem com o filho de sua segunda esposa. Tão sujo, tão nojento, tão devasso. Eu me recuso a ser seu filho, prefiro ser corroído pelo frio aqui na rua doque ficar sob mesmo teto que ele.
Recuso-me a ficar sob o mesmo teto que aquela mulher que não se importa de trazer jovens garotos para sua cama e depois agir como uma boa e comportada dama na frente daquele monstro com quem é casada. Recuso ser cria deles. Recuso!
Recuso veementemente ficar lá. Casa de faz de conta que nasci. As ruas perigosas e frias são mais quentes que aquele lugar. Ser corroído por este frio e melhor do que ficar lá.

Continuei minha caminhada e das nuvens nubladas que encobriam o fraco sol das terras gélidas de onde nasci a nave começava a cair. Era firo e eu estava com fome. Não tenho dinheiro e nem onde cair morto. Mas tudo bem, tudo está bem. Ao menos não estou naquela casa. Naquele inferno mentiroso.

Está frio, estou cansado, estou com sono. A neve é tão macia, tão gelada, tão acolhedora. Amo essa sensação. Tão calma.

“Está perdido?” – perguntou uma voz grossa e grave.

“Estou fugindo...” – respondi sonolento.

“Quer ajuda?” – perguntou aquela voz agora tão distante.

“Tudo bem, tudo está bem... Estou bem com o frio, estou bem com o chão...” – respondi adormecendo lentamente nos braços da neve.

“Quer se aquecer?” – perguntou baixinho o dono da voz grossa, grave e meio rouca.

“Tudo bem, tudo está bem...” – respondi dormindo no chão. Não sei o que veio depois disso. Só sei que acordei em um quarto todo branco e com aparelhos presos em mim. Era um hospital?

“Acordou?” – perguntou aquela familiar voz grossa, grave e rouca para mim.

“Sim...” – respondi virando-me para ver o dono daquela voz. Era alto, deveria ter 1,80m. era forte, seus ombros eram largos e alinhados, seus braços eram fortes e bem definidos, mesmo por baixo do jaleco branco. Seu queixo quadrado tinha um cavanhaque loiro e um par de óculos pretos de armações finas destacava seus olhos negos de seus curtos e desbastados cabelos loiros prateados. Suas pernas eram compridas e torneadas, suas roupas ficavam um pouco aperadas mesmo não sendo daquelas que ficam coladas no corpo. Ele estava ele estava sentado de frene para um monitor ao meu lado, em uma cadeira giratória preta.

“Como se sente?” – perguntou ele virando pra mim. Seu corpo grande se inclinara um pouco par me encarar mais de perto, mas ainda assim distante. Virei minha face para encara-lo e com um leve menear da cabeça respondi que estava me sentido bem. Ele sorriu e se levantou da cadeira para pegar uma prancheta na base da cama. Pude ver perfeita e assustadoramente o grande volume em suas calças, que se destacava entre suas pernas quando estava sentado, e que se ocultava quase completamente quando ficava de pé. Senti-me intimidado e com inveja. Ele era grande em tudo que eu podia ver. Mãos grandes, pés grandes, braços grades, pernas fortes e compridas, aparentemente mais que bem dotado. Voz grave, grossa e rouca. Tudo que eu queria poder ser ao invés desse garoto pequeno e mirrado que sou.

“Por que estou aqui?” – perguntando com minha voz baixa e pouquíssima grave. Ele olhou pra mim e pôs a prancheta de volta ao lugar que estava antes.

“Por que não poderia abandonar uma criança no frio daquele jeito” – disse ele sorrindo gentilmente para mim. Ele estava certo, sou apenas uma criança rebelde para os olhos acusadores da sociedade. Pequeno como sou, fraco como sou. Mesmo com meus 21 anos não passo de 1,59m e tenho esse rosto de pré-adolescente. Como fui me tornar algo tão patético? Abandonei aquela casa e logo meu dinheiro foi roubado. Abandonei aqueles dois seres imundos e logo foi esquecido.

“Não sou criança. Já tenho idade para beber e dirigir” – respondi emburrado. Não posso negar que não aparento ser um moleque, mas ainda assim não gosto de ser tratado assim.

“Bem, senhor homem feito. Descanse hoje e amanhã posso leva-lo para comer algo” – respondeu ele com aquela voz que eu invejava. Fazendo-me aceitar sem pensar. – “Ótimo... então descanse bem e tente sobreviver a comida daqui” – concluiu ele com aquele sorriso divertido nos lábios. Não é a primeira vez que estou em um hospital e realmente... Eles acham que alguém vai melhorar comendo aquele nível de comida? Se é que aquilo pode receber tal qualificação.

“Tentarei...” – respondi retribuindo o seu sorriso. Ele riu, e sua voz grave ecoou pelo cômodo me fazendo estremecer ao ter meus ouvidos preenchidos com ela. Ele saiu do quarto onde eu estava e finalmente notei que havia mais alguém lá. Uma mulher que deveria ter a minha idade, de aparência formosa e curvilínea.

“Então também reparou no volume do doutor, garoto?” – perguntou ela baixinho para mim. Ela sorria e parecia feliz de ter outra pessoa naquele quarto.

“O-o que? Q-que volume?” – perguntei fazendo-me de desentendido. É claro que eu sabia de que volume ela falava. Mas era constrangedor. Tanto o assunto em si, quanto o fato de perder tão disparadamente para aquele médico.

“Você sabe, não tem como não ter notado com ele tão perto de você. Se gostou do que viu é só dizer, eu dou total apoio” – cochichou a mulher para mim. Ela achava que eu era um moleque? E gay ainda por cima?

“Não é o que você pensa!” – gritei em um sussurro. – “Só sinto que perdi como homem e estou com inveja. Só e nada mais” – respondi corando. Se até eu sei que corei, então ela certamente o viu também, agora que esse mal-entendido não se concerta mais.

“Huhuhuhuhuhu... Inveja, amor, ódio, desejo, é tudo a mesma coisa. Só estão em intensidades e frequências diferentes. Além do que, o Doutor é lindo de morrer. Não é surpresa as pessoas se apaixonarem a primeira vista por ele, eu mesma já estou” – respondeu ela com um sorriso. – “E você tem uma bela de uma vantagem sobre todos os outros. Ele já te convidou pra comer com ele, sem contar que foi ele que te trouxe pra cá” – concluiu ela sorrindo e estendendo a mão pra mim. – “Sou Marillei, mas pode me chamar de Mari. Como devo te chamar? Afinal, se já tem idade pra tudo aquilo, você deve ter a minha idade, não?” – disse ela ainda sorrindo.

“Uhm? Sim...” – respondi pegando sua mão. – “Tenho 21, e pode me chamar de Lence” – respondi enquanto nos cumprimentávamos.

“Lence? É diminutivo de que?” – perguntou se ajeitando novamente na cama, ao que fiz o mesmo.

“Lancelot, mas não gosto desse nome” – respondi me aconchegando na cama.

“Entendo... Então durma bem Lence” – disse ela em um tom baixo de voz. A vi se virar de costas para mim e aparentemente dormir. Fiz o mesmo, amanhã eu teria um encontro com o ‘Doutor Boa Pinta’ ao que parece. Espero que ele não tenha segundas intenções.

Adormeci rápido e só acordei no meio da noite para ir ao banheiro. Era frio durante a madrugada e eu caminhava com os chinelos do hospital. Percorri o corredor escuro até uma pequena placa iluminada que indicava o banheiro. Entrei e fiz o que tinha que fazer. Baixei a frente de minhas calças, depois de ascender a luz, e puxei meu membro para fora de frente ao urinol. Esperei uns cinco segundos até me acostumar com aquele frio e pude finalmente começar a despejas aquela quente e dourada cascata que me incomodava. Fechei os olhos e pus a cabeça para trás. Relaxei meus ombros e depois baixei minha face encarando meu colega. Estava tão pequeno por causa desse frio e o do doutor parecia ser tão grande, mesmo com esse frio todo. Qual será que é o tamanho daquilo então? Estou me sentido ainda mais derrotado agora que vejo o meu. Acho que deveria parar de pensar nessas coisas.

Balancei para cima e para baixo meu falo flácido para me livrar do resto de urina. Mas sabem como é: a última gota sempre é da cueca. E raios como isso é verdadeiro. Levantei minha calça e pude sentir aquela última maldita gota se espalhar timidamente lá. E ai está à última gota sempre sobra pra cueca mesmo.

Fui até as pias e liguei uma das torneiras. Lavei minhas mãos vagarosamente e depois as enxuguei, saindo do banheiro e apagando suas luzes atrás de mim. Caminhei de volta ao meu quarto esfregando meus braços e vendo meu hálito se dissipar a minha frente. Estava mais frio agora.

Quando cheguei parto da porta de meu quarto ouvi um som de um baque leve. Olhei em volta e vi uma pequena fresta de luz correr de uma porta mais afastada. Não sei por que, mas fui atraído até lá. Vi uma sombra se mover e carregar algo. Afastei-me rapidamente e me escondi na dobra do corredor. A sombra saiu da parta com o que carregava e segui na direção oposta a minha. Fui atrás daquela pessoa. Não sei o que pensar de mim mesmo, mas eu estou seguindo-o.

Descemos as escadas, passamos pelo hall, saímos pelos fundos do hospital. E continuei a segui-lo escondido nas sombras. Ele seguiu até o meio da floresta atrás do hospital e lá pude ver uma clareira. No mio dela havia um grande armário vermelho. O aparentemente home que carregava um grande pacote cilíndrico depositou-o no chão e abriu o armário. De dentro dele caíram outros como o que já jazia no chão a seus pés.

Ele os pôs de volta no armário e o fechou. Saiu dali e voltou para o hospital. Alguns minutos depois quando a lua se revelou das nuvens mais prontamente segui até o armário e o abri. De dentro dele olhei horrorizado, quatro corpos mutilados caíram sobre mim, mas não gritei. Assustei-me tanto que se não tivesse acabado de ir ao banheiro faria nas calças agora mesmo.

O cheiro forte de carne podre me dava asco, e eu sentia que não deveria ter ido ali. Como assim sentia? Era óbvio que não deveria estar ali! Por que segui tão prontamente aquela pessoa? Por que me aventurei a abrir este armário?

Ouvi um barulho se aproximar entre a mata, e alua começava a se ocultar novamente. Empurrei os corpos de cima de mim e corri para o hospital, subi as escadas em desespero e entrei no quarto me escondendo nas cobertas. Eu iria dormir e esquecer tudo aquilo!

O dia nasceu. Os raios de sol me irritavam a face e eu me remexia na cama. Depois de um tempo me levantei e desisti de dormir. Olhei para os lados e Mari ainda dormia. Ela não ouviu nada ontem eu acho.
Quando olhei para o chão a minha direita vi os chinelos do hospital limpos e brancos. Será que foi mesmo um sonho? Mas o cheiro de carne podre ainda está forte em minhas lembranças.
O tempo passou e perto do meio dia o doutor entrou. Acordou Mari e lhe entregou uns remédios e um copo d’água. Ouvi Mari resmungar um pouco do gosto amargo dos comprimidos. Foi engraçado, agora quem parecia a criança era ele, mas senti-me abandonado. Vê-la receber toda aquela atenção, saber que provavelmente ela o veria muitas vezes antes de sair daqui e eu que provavelmente sumiria hoje. É desagradável.

“Bem, o próximo é o senhor...” – disse ele com sua grave rouca e grossa voz enquanto sorria. – “Tome isso, e depois pegue suas roupas na recepção. E me aguarde no hall” – disse ele me estendendo um comprimido e um copo d’água.

“Ok...” – respondi meio cabisbaixo. Era um remédio de sabor incrivelmente suave e doce. Pergunto-me o que seria. Mas, se tenho que toma-lo, significa que terei de ficar mais tempo aqui? Isso seria bom?

Após tomar o remédio calcei os chinelos e fui até a recepção. Lá uma enfermeira me devolveu minhas roupas. Fui ao banheiro mais próximo e me troquei, desci até o hall e esperei. Esperei até quase uma da tarde até que o doutor me chamou. Ele estava com uma blusa preta de manga comprida bem colada em seu corpo poderoso, eu podia ver bem aqueles invejáveis músculos serem marcados. Ele usava um colete xadrez sem manga de azul escuro e bege, um jeans azul com a frente das coxas desbotadas. Isso só mostrava o quão jovem ele era para um médico, mas mesmo assim...
Seus óculos de armações finas agora eram vermelhas e contrastavam com sua pele clara, mas levemente bronzeada, e cabelos loiros prateados. Seu cavanhaque tinha um tom mais dourado que seus cabelos e era um pouco escuro na parte que ficava perto do meio do queixo. Sua barba estava mais alinha que antes, será que ele a fez só para hoje? Senti-me quente por dentro e soltei um meio gemido, meio suspiro, quando minha respiração falhou.

Ele se aproximou de mim e com sua grande mão em minhas costas me guiou para fora do hospital. Caminhamos por mais alguns minutos até chagarmos em uma casa de madeira e alvenaria. Um estilo clássico e meio alemão. Ele me guiou para dentro dela e me disse que poderia olhar tudo livremente como se eu fosse o dono do lugar.

Um pouco receoso comecei a perambular pala casa de dois pavimentos. No primeiro havia a grande sala, com uma mobília rustica e bem aconchegante, um corredor que dava para um banheiro todo branco e arrumado, um pequeno escritório com muitos livros empilhados nas estantes, e finalmente uma sacada lateral que dava para um jardim arrumado com uma roseira amarela. Fora do corredor e atrás da sala estavam uma escadaria para o segundo andar e a cozinha. Dela vinha um agradável cheiro de arroz cozendo na panela com o que parecia ser carne e vegetais. Lá pude ver aquele homem tão invejável por mim preparando um almoço caseiro. Ele era o que? O homem perfeito? Ele tem um emprego rentável, cozinha, cuida da aparência, e se duvidar mantem essa casa limpa sozinho.

Dei um breve sorriso com a cena e subi as escadas. Lá havia outro corredor. Três portas de um lado e duas do outro. A primeira a minha frente logo que subi as escadas era um banheiro todo em branco com detalhes em azulejos que imitavam madeira. A porta logo ao seu lado era o que parecei ser o seu quarto. Uma cama de solteiro bem arrumada, um escrivaninha organizada, um armário grande de quatro portas e seis gavetas, cortinas amarelo queimado sobrepostas a cortinas brancas bem clarinhas sem uma única mancha. Um tapete oval marrom com espirais beges, uma cadeira de rodinhas de estofado cinza-claro um travesseiro grande e fofo, e a cama em madeira bem trabalhada. Seria mogno? Na porta em frente a essa do outro lado do corredor vi uma sala de academia em casa. Isso era impressionante, mas respondia como ele era tão bem fisicamente. Tinha três pares de halteres individuais, de cinco, dez e vinte quilos. Uma esteira, uma bicicleta ergométrica, um grande halter para levantamento e até aquela que é um conjunto de vários aparelhos juntos, que pra mim, parece uma maquina de tortura medieval.

Na porta ao lado da academia estava uma possível biblioteca particular. Já não bastava o escritório lá de baixo? Do outro lado do corredor, na última porta estava um quarto de depósito com uma escada para o sótão. Subi aquelas escadas e me deparei com o que deveria ser um jardim suspenso que dava para a parte de trás da casa. Era lindo e com rosas de diversas cores. Lá havia uma mesa para dois, com pratos, talheres e copos. Ao lado havia um tripé com um balde de gelo e uma garrafa de cidra de maçã verde.

Isso era pra impressionar alguém? Isso não poderia ser pra mim, poderia? Meu corpo ainda estava estranhamente quente desde que saímos do hospital. Mas agora eu sentia-o formigar. Quando me aproximei da mesa em frente a uma grande janela de vidro que dava para os fundos da casa ouvi um barulho e me virei rapidamente.

“O que achou? Bonito, não?” – perguntou com aquela voz grave que me fez tremer e fraquejar as pernas.

“Sim...” – respondi constrangido. Ele segurava a panela e a punha em uma mesinha ao lado do tripé. Ao abri-la s=vi um refogado de arroz, carne e legumes bem picados. Ele pôs um pouco para si e depois para mim, perguntando se a porção estava de bom tamanho. Apenas assenti com a cabeça e me sentei. A atmosfera era aconchegante e tensa ao mesmo tempo. Não sabia o que dizer e a medida que comia e bebia uns goles da cidra minha cabeça ficava mais confusa e meu corpo mais quente.

“Está bom...?” – ouvi-o perguntar. Sua voz estava distante e minha cabeça latejava. Senti meu olhos pesarem e então tudo ficou escuro.

Quando finalmente acordei senti algo me penetrando, era grande. Muito, mas muito grande. Soltei um agonizante berro de dor quando aquilo se enterrou mais fundo em mim. Ouvi uma voz grossa e grave rir, e quando ela disse rindo: “Que bom que acordou...”, pude por sua rouquidão reconhece-la. Era o doutor, ele estava me estuprando. Era doloroso e eu senti como se ele ficasse ainda maior e mais duro agora que grito de dor e choro. Ele urrava de prazer ao se enterrar em meu interior e eu sentia algo escorrer por minhas pernas.

Mas uma sensação ainda tão dolorida quanto eu sentia como se algo faltasse. Sentia como se estivesse incompleto. Ele continuou, continuou e continuou. Era insaciável e eu me sentia quebrar sob ele. Meus braços doíam de tanto que ele os apertava aquelas malditas mãos, tão grandes, tão fortes, tão quentes.

Após o que presumi serem horas, ele finalmente gozou dentro de mim, mas nem por isso ele parou. Pude sentir que seu volume voltara ao que era antes de eu acordar. Ainda tão grande e tão grosso. Ele continuou e continuou. Eu já estava sem voz de tanto chorar e implorar que ele parasse. Mais alguns minutos passaram e ele gozou novamente em meu interior.

Eu me sentia tão sujo, tão repugnante. Ele continuava me estocando, mas agora já nem doía. Ou eu parei de sentir ou me acostumei com a invasão. Após sua segunda ejaculação senti seu membro diminui um pouco novamente, mas mesmo não sendo tão grande como no inicio, ainda estava muito bem acordado. Ele continuou com aquele coito selvagem e desumano. Senti-o me virar para si e logo em seguida ele mordeu fortemente meu mamilo fazendo-o sangrar. Senti-o lamber e se deliciar com o sangue que escorria da ferida aberta por seus dentes.

Mina voz finalmente havia voltado e as sensações do meu corpo também retornavam. Meus gritos recomeçavam mas agora eles eram estranhos. Meu corpo se espremia entorno do membro rijo dele e eu fazia sons cada vez mais estranhos. Ele soltava uma leve risada ao que mordia e lambia meu pescoço fazendo-o sangrar também. Ele lambeu a feri por um tempo enquanto a velocidade de suas estocadas voltava a tomar força e velocidade. O que era aquilo? Ele havia descansado enquanto me fodia? É isso? Ele descansou e recuperou suas forças enquanto me violentava?

Pouco depois senti seu primeiro beijo, era feroz, faminto e animalesco. Minha boca era devorada por aquele óculo inumano de desejo luxurioso. Mas eu agora sei o que eram aqueles gemidos estranhos que eu havia começado. Eu estava gostando. Eu estava retribuindo aquele beijo. Eu tentava com todas as forças que me sobravam retribuir toda a intensidade daquele beijo monstruoso. E eu podia sentir. Agora que retribuía seu toque sem membro voltava a crescer imensamente dentro de mim.

Ele me rasgava e dilacerava com seu tamanho anormal. Era doloroso, mas ainda assim tão bom. Entreguei-me aquela loucura e ficaria feliz em morrer nos braços daquela fera que se disfarçava de bom doutor. Era uma sensação única. Morrer sendo devorado daquele jeito. Então a escuridão voltou. Eu adormeci no calor daquele corpo demoníaco. Daquela besta luxuriosa insaciável. Eu senti meu corpo parar.

Ao acordar. Vi-me cercado de iguais. Vitimas da fera humana. Envolto e mumificado. Senti que algo era diferente entre mim e eles. Eles estavam em um armário vermelho mas eu... Estava em uma cama branca.

“Acordou meu querido e indefeso Lancelot?” – perguntou a voz grave, rouca e grossa do médico.

“Quem... Quem é... Você...?” – perguntei aturdido e cansado. Meu corpo pesava e minha cabeça latejava. Minas partes baixas doíam imensamente e sentia que algo faltava.

“Sou Arcadaeus. E você é meu eteno boneco...” – disse ele me erguendo de frente para um grande espelho. Nele estava eu. Um garoto de 21 anos, pele clara, sem músculos, corpo pequeno e magra, cabelos ruivos e olhos amarelados, com essa minha odiada cara de criança, deu um pivete de 15 anos no máximo. Eu me odiava por isso. Quando me vi mais atentamente no espelho vi a grande cicatriz entorno do meu pescoço e descobri o que me faltava. Eu havia sido castrado. Eu estava mais pálido que o normal e sentia que meu corpo não se moveria.

“O que você é...?” – perguntei. Ele me sentou na cama apoiado na parede. Ele se levantou e seguiu até uma parede onde havia uma estante de livros bem velhos.

“Um necromante. Sou aquele que branca com os mortos...” – respondeu sorrindo e me mostrando um livro. Do pouco que entendi do que vi era algo sobre como transformar um cadáver em um boneco. E acho que u era esse boneco. – “De agora e para sempre... Você será meu precioso boneco...” – disse ele pondo o livro no canto da cama e me pegando no colo.

Subimos as escadas e sai do que creio ser o porão. Foi levado até o sótão e sentado em uma cadeira de costas para a janela no meio daquele jardim suspenso de rosas. Ele pegou um baú e dele tirou algumas roupas. Eram algo entre o masculino e o feminino. Seria, acho eu, o que seriam chamadas de roupas fofas. Ele começou a me vestir. Desde a peça intima, uma cueca branca, até as bermudas sócias em um tom pastel de verde com o que deveriam ser suspensórios, que ele preferiu deixar caídos como um acessório. Uma blusa branquíssima de botões com um babado na linha dos botões e nos punhos das mangas longas. Ele me depositou um selinho gentil e depois passando seu braço ao meu redor e com um sorriso tirou uma foto nossa.

Minha vida acabou. Eu poderia ter fugido, eu poderia ter feito algo para mudar isso. Mas meu fim já estava decidido. Assim que abandonei aquele projeto de família. Assim que passe por aquela porta...

Fim.

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